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segunda-feira, 26 de março de 2007

O buraco em baixo do rodapé

Dois anos atrás, depois de uma separação, mudei de apartamento e resolvi morar num conjugado 5 vezes menor do apartamento que morava antes. Resolvi fazer uma obra para deixá-lo mais confortável e chamei um arquiteto amigo meu.

Foi uma obra radical, pois o arquiteto resolveu mudar a geografia do conjugado, criando um conceito baseado na única entrada de luz do imóvel, portanto tudo foi abaixo. Depois de seis meses dei a obra como concluída, pois segundo este mesmo arquiteto, obra não se termina, se abandona.

Fiquei muito feliz com o resultado, principalmente pelo conceito desenvolvido, estou contente de morar aqui e não tenho a menor vontade de mudar-me para um lugar maior. Bom, vamos a história do buraco do rodapé.

Uma amiga minha veio visitar o apartamento no término da obra. Ela entrou, olhou para um lado, olhou para o outro, para cima, para baixo e disse: "têm uns buracos entre o piso e o rodapé". ??? !!! Ela não é da área de construção civil nem decoradora, mas o comentário me chamou a atenção.

Eu esperava um elogio pela obra ou pelo conceito, mas ela simplesmente achou um defeito. Confesso que também tinha visto alguns buracos de 1 ou 2 milímetros, falta de acabamento do empreiteiro, mas não poderia ser o único comentário da obra. Bom, acho que essa amiga não estava em seus melhores dias e acabou fazendo esse comentário. Ela continua sendo minha amiga e agora gosta muito do apartamento. Ah, os buracos continuam aqui e não me causam nenhum trantorno.

Mas porque conto esta história? Porque o comentário do buraco do rodapé, que é um fato, parece um pouco de como a nossa imprensa vem se portando. Ela encontra um pequeno detalhe, um fato, em alguma notícia e acaba destacando apenas esse detalhe e deixando a grande obra de lado, ou melhor, para o final do texto.

Resolvi contar esta história depois de ler a postagem: Choque de impressão, no blogue do Gadelha sobre a forma que a nossa imprensa tem descrito e escolhido os fatos. Também vale a leitura no blogue do Nassif da postagem: A mídia e os direitos fundamentais.

Para vender jornal, se a obra do meu apartamento fosse matéria, a manchete seria mais ou menos assim:
Depois de seis meses e gastos astronômicos, o que se vê são buracos no rodapé

* Postado originalmente em 12 de novembro de 2006

terça-feira, 6 de março de 2007

Os envenenados pela mídia

Ontem assisti no Roda Viva, da TV Cultura, a entrevista com a Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius.

Ela passava a idéia de uma mulher segura e determinada, mas quando começaram a comparar os governos do PSDB e do PT, a coisa desandou. Me pareceu que ela estava nitidamente envenenada com dados viciados. Isso aconteceu quando alguém comparou o crescimento do governo Lula com o do FHC, dizendo que tinha sido igual. Ela, irritada, disse que o governo FHC passou por várias crises "fortíssimas" internacionais, chegou a dizer que a União Soviética caiu durante o governo tucano.

O Rio Grande do Sul é um estado peculiar, teve um governo do PT, depois dois do PMDB e agora é o PSDB que governa. É um estado endividado, com défict alto e sem recursos. E eu que pensava que era um dos mais ricos do Brasil.

Bom, mas onde está a mídia nesta história. A verdade é que o RS tem um grupo muito forte de mídia, a RBS, e que foi totalmente contrário ao governo PT. Com isso foram envenenando a população gaúcha com notícias contrárias e maldosas, mais ou menos como a revista Veja vem fazendo com o governo Lula. Conheço vários gaúchos que têm ódio ao PT. Não sei muito bem se o governo lá foi tão ruim assim, mas vale lembrar que Porto Alegre foi governada por 12 anos pelos petistas e tem uma qualidade de vida muito boa.

Voltando a governadora, o que pude ver é que ela está governando um estado falido, cheio de problemas, que já está a 8 anos sendo gerido pela oposição ao PT e ainda assim ela tenta colocar a culpa de todo o fracasso nas costas do PT.

Uma diferença muito grande da postura do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, quando entrevistado neste mesmo programa. Ele mostrou-se cheio de boas intenções e sem problemas de ter apoio de quem for para o bem do RJ, seja o PT, PSDB, PMDB, PFL ou qualquer outro. Já a governadora do RS tinha uma postura um tanto raivosa para com o governo federal. Acho que assim vai ser difícil que consiga tirar o RS do buraco.

Pelo visto a grande mídia local, a RBS, conseguiu o que queria e afastou o PT do poder gaúcho, só não consegui fazer com que o RS voltasse a crescer. É uma pena que a governadora esteja envenenada pela mídia local.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Imprensa baiana

Pelo visto durou apenas 45 dias a trégua da imprensa da Bahia, que está nas mãos dos conservadores, para com o novo governo daquele Estado.

É incrível que só agora teve arrastão no carnaval de Salvador. Até então as notícias eram só alegria e algum perrengue por causa da grande quantidade de foliões. Mas agora que mudou o governo de lá, a imprensa local começa a ver, ou mostrar, o lado feio da Bahia. O pior é que a imprensa nacional resolve retumbar essas notícias. Pronto, o Brasil descobre que existe violência e miséria no carnaval de Salvador.

Outro exemplo: Este ano, no reveillon carioca, teve a clássica queima de fogos e festa em Copacabana. Moro aqui e o calçadão de Copacabana estava, em boa parte, obstruído com os tapumes das obras dos novos quiosques. Ví uma reportagem no JN sobre os preparativos da festa e nenhuma imagem dos tapumes foi mostrada. O prefeito da cidade tem boas relações com a mídia, portanto mostra-se apenas o lado bom e o lado ruim não é noticiado.

É uma pena que a imprensa fique cada vez menos imparcial, ou será que ela está mostrando a sua cara?

Para quem quiser saber mais detalhes da realidade baiana, leia a postagem "Salvador em Guerra", no blog do Nassif.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Poupem-nos dos detalhes sórdidos

Quando era pequeno, lembro-me claramente, houve o incêndio do edifício Joelma, e a imprensa televisiva estava lá, registrando a tragédia.

Tem uma imagem que não sai da minha memória. Algumas vítimas do incêndio resolveram se jogar dos andares altos, pois já não aguentavam o calor, a camera registrou e, se não me engano, era a repórter Glória Maria que estava relatando a tragédia. Lembro-me dela dizendo: "não, não se jogue, pelo amor de Deus, não se atire...". Alguns se jogaram e a camera acompanhou a queda, mas quando chegou perto do chão, o cinegrafista parou e deixou o corpo sair do quadro. Já estava mais que explícito o que aconteceria com o pobre que não suportou o calor.

As imagens foram fortes, mas o cinegrafista, por iniciativa própria, não registrou a cena mais cruel, que seria o corpo se esborrachando no chão. Como seria a cobertura hoje em dia? Claro que vários cinegrafistas teriam esta imagem, mas será que colocariam a cena no ar, em tele-jornais das TVs abertas?? No YouTube as imagens estariam disponíveis certamente, mas para chegar até elas você tem que procurar, baixar e ver.

Fico cada vez mais preocupado com a insensatez da nossa imprensa. Essa história trágica do menino que foi arrastado pelos ladrões do carro. Fico chocado toda vez que leio os títulos aqui na internet, pois já não vejo mais televisão. Acredito que antigamente, quando a imprensa ainda tinha um pingo de bom senso, pouparia os leitores e espectadores de relatos mais cruéis.

Sim, o que aconteceu foi uma tragédia. Os assaltantes, mesmo que não soubessem do menino, não deixam de ter toda a culpa pelo acontecido. Acredito que se tal fato passasse alguns anos antes, a imprensa daria bastante destaque para esta notícia, mas os relatos seriam mais contidos, sem tantos detalhes sórdidos.

Respeito aos familiares, ao público, aos pais de outras crianças. Sensibilidade, é o que está faltando aos editores da grande mídia. As tragédias acontecem, não há como evitá-las, mas detalhar isso para todos não é o melhor caminho. Imaginem quantas pessoas ficarão com mais medo do que já tem, os pais vão preferir deixar as crianças em casa porque é mais seguro. Nada trará a criança de volta, mas vender jornal em cima da tragédia e desespero dos outros é quase como chutar cachorro morto, além do mais, para isso, existe uma mídia específica, aquela que se espremer sai sangue.

Claro que é importante noticiar, mas poupem-nos dos detalhes sórdidos.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Imprensa, cuidado!!!

Fico assustado com a vontade da imprensa em falar de qualquer coisa que acontece com os nomes mais conhecidos.

Agora que os novos parlamentares assumiram começa o bafafá. O "jornalismo político", que está cada vez mais perto do mundo das fofocas, comenta qualquer frase ou qualquer movimento de políticos, eleitos pelo povo, como Collor, Maluf, Clodovil entre outros. Tudo o que eles querem é o famoso dito popular: "falem mal, mas falem de mim".

A mídia adora tudo que dá o que falar e eles adoram ser falados, o resultado pode ser muito negativo. O "jornalismo político", se é que ele existe, deveria falar bem ou mal de quem realmente está fazendo algo. Claro que o meio político, como qualquer outro, é cheio de boatos e fofocas, mas para isso existe imprensa especializada.

Lembrem-se que além do Congresso e da Câmara dos Deputados existem 27 Assembléias Legislativas e milhares de Câmaras Municipais, onde muito se faz, muito se esconde, muito se rouba, muito se...

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

O Jornal Nacional

Há muito tempo que não vejo o JN, não agüento o tom dos apresentadores quando noticiam qualquer coisa. Parece que o mundo vai acabar.

O JN é um telejornal presente na memória de todos, tem uma história muito importante e ainda é o veículo de maior projeção da tele-informação. Meses atrás veio a público que o perfil do espectador deste jornal é o "Holmer", personagem dos Simpsons. Confesso que nunca fui fã dos Simpsons e conseqüentemente não sei muito bem quem é o Holmer, mas pelo que se diz, ele é um americano típico que acredita em qualquer coisa e não tem muito senso crítico. Ou seja, se alguém diz para ele que a água do mar faz bem para a memória, é bem possível que ele comece a colocar garrafas de água do mar na geladeira para tomar.

Pois bem, este é o perfil de quem assiste o JN segundo o Willian Bonner (Bonner-Holmer, parecidos não?), editor chefe do tele jornal. Mas estou aqui para falar do tom que eles dão as notícias e o pior, como estão deixando as pessoas em pânico ao noticiar qualquer coisa.

Vou dar um exemplo, uma matéria fictícia, uma notícia sobre frutas contaminadas: Encontra-se em algum lugar do país uma quitanda que vendeu frutas contaminadas. Vão até lá, filmam as frutas, a quitanda, entrevistam um médico, mostram a pessoa que passou mal com a fruta estragada, vê-se, em camera lenta, o dono da quitanda, que provavelmente não quer falar, falam do grande risco de comer uma fruta estragada, colocam números da quantidade de frutas consumidas no país e a possível porcentagem de frutas estragadas ou contaminadas e ainda insinuam que você pode ter consumido ou possuir frutas deste tipo na sua casa.

Também colocam na matéria um outro lugar muito limpo e organizado, tipo um grande supermercado, onde as frutas estão lindas e frescas, com um responsável que fala da origem daquelas frutas e da fiscalização que elas passam até chegar na gôndola para o consumidor. Normalmente evitam falar sobre o preço, que é bem mais caro. Depois entrevistam uma nutricionista para dizer da importância das frutas na alimentação. Fim da matéria.

Resultado: os "Holmers" ficam com medo de comprar frutas na quitanda que fica perto de casa, passam a comprá-las em algum supermercado com boa aparência e começam a olhar para o dono da quitanda com cara feia, como se ele tivesse enganado a todos durante anos e anos.

Porque acontece isso: o tom da matéria é para dar medo e, por de baixo dos panos, pode estar uma propaganda subliminar da associação de supermercados, que investiram milhões e querem acabar com a concorrência dos pequenos comerciantes. No intervalo, ainda é possível ver um belo comercial de uma grande rede de supermercados. É assim que funciona o JN e muitos outros telejornais.

Porque estou escrevendo sobre isso. A maioria das pessoas que assiste diariamente o JN está ficando com medo e pânico de tudo. De ir as compras, da violência urbana, dos transportes, não acreditam em ninguém, os políticos são todos ladrões, menos aqueles que os editores apóiam e acabam induzindo os tele espectadores que o melhor é ficar em casa assistindo a novela, pois assim nada de mal vai acontecer.

Duas historinhas:

1- No domingo à noite, um cidadão, que detesta o JN, estava num bar com amigos e toca o celular, era a mãe do sujeito dizendo que o pai dele tinha saído às 21 horas para comer num árabe perto de casa e já era quase 23 horas e ele não tinha voltado.

O cidadão disse que o pai poderia ter ido ao cinema, pois existe um que fica no caminho, já que o celular estava desligado. A mãe estava aflita e nervosa. Quinze minutos depois a mãe liga dizendo que o pai já estava em casa e que, de fato, tinha ido ao cinema.

Tudo bem que não tinha falado que ia ao cinema, mas desaparecer por duas horas não pode deixar as pessoas nervosas.

2- Ontem o outro caso com o mesmo cidadão. Ele vai viajar com o filho para o sul do país para passar as festas de natal com familiares e as avós, uma delas está fazendo 90 anos. Pois bem, eles vão de ônibus, pois as passagens aéreas estão caras e ele não está com muito dinheiro, está momentaneamente sem trabalho.

Toca o telefone, era a mãe do filho dele, pois são separados. Ela estava assistindo uma matéria no JN que falava sobre as condições dos motoristas de ônibus interestaduais. Com o típico tom dos âncoras do JN, ela ficou com medo e pânico e não quer deixar que o filho viaje neste tipo de transporte. O sujeito, que estava jantando, ficou atônito, não conseguiu dormir bem à noite, mas resolveu não discutir com a mãe do filho dele.

É o Jornal Nacional "holmerizando" todo mundo com o seu jornalismo eficiente. E aí, o que devo falar para este cidadão???

Se você gostou desta postagem, leia também "O buraco em baixo do rodapé".

terça-feira, 14 de novembro de 2006

O "Jornalogue"

Cada dia que passa fico mais viciado em leitura de blogues. É sensacional saber a visão de um brasileiro que está morando em Kiev, por exemplo. Além dos tradicionais blogues de jornalistas, que nos informam melhor e mais rápido que a TV ou os jornais tradicionais temos também os blogueiros não tão famosos, mas tão geniais quanto os outros. O grande barato dos blogues é a liberdade para escrever. Esse é o diferencial. Estava lendo a matéria "Jornal tem futuro", no blog do Gadelha e resolvi escrever uma idéia. Bom, vamos a ela.

Há uma grande discussão sobre o futuro dos jornais impressos, se vão acabar ou perder espaço... Não sabemos, mas é claro e notório que os blogues estão chegando para ficar e em pouco tempo será muito comum ouvir pessoas discutindo o que tal blogue disse, o furo do outro blogue, a visão sobre tal assunto, etc...

A idéia é fazer um jornal impresso apenas com postagens produzidas por blogues, ou seja, um jornal normal com todas as divisões (Política, Brasil, Esporte, Mundo, Cultura, Cidade, Comportamento, etc...). As postagens publicadas seriam selecionadas por um responsável de cada área e a remuneração seria um preço pré-determinado por postagem publicada para cada blogueiro. Digamos R$ 100,00 por postagem publicada. Claro que cada matéria seria creditada com autor, blogue e URL. Seria um jornal com custo mínimo e, quem sabe, com um pouco de publicidade faria o "Jornalogue" chegar ao público por uma quantia irrisória, tipo R$ 0,25.

Muita gente não tem o tempo de ficar pescando notícias na internet ou não tem acesso ao mundo digital, então este seria o público alvo do "Jornalogue". As matérias publicadas na versão impressa não serão exclusivas, elas serão selecionadas por uma equipe própria de jornalistas que tem como trabalho fazer esta garimpagem. Estes seriam os únicos jornalistas contratados do Jornalogue. Sem esquecer dos profissionais de layout, administrativo e vendas. Claro que também haveria uma versão digital.

Bom, é só uma idéia, mas se alguém quiser concretizar esta idéia entre em contato, por favor. A idéia é minha!!! Rsrsrs. Que tal aprofundar esta idéia!!!

domingo, 12 de novembro de 2006

O buraco em baixo do rodapé

Dois anos atrás, depois de uma separação, mudei de apartamento e resolvi morar num conjugado 5 vezes menor do apartamento que morava antes. Resolvi fazer uma obra para deixá-lo mais confortável e chamei um arquiteto amigo meu.

Foi uma obra radical, pois o arquiteto resolveu mudar a geografia do conjugado, criando um conceito baseado na única entrada de luz do imóvel, portanto tudo foi abaixo. Depois de seis meses dei a obra como concluída, pois segundo este mesmo arquiteto, obra não se termina, se abandona.

Fiquei muito feliz com o resultado, principalmente pelo conceito desenvolvido, estou contente de morar aqui e não tenho a menor vontade de mudar-me para um lugar maior. Bom, vamos a história do buraco do rodapé.

Uma amiga minha veio visitar o apartamento no término da obra. Ela entrou, olhou para um lado, olhou para o outro, para cima, para baixo e disse: "têm uns buracos entre o piso e o rodapé". ??? !!! Ela não é da área de construção civil nem decoradora, mas o comentário me chamou a atenção.

Eu esperava um elogio pela obra ou pelo conceito, mas ela simplesmente achou um defeito. Confesso que também tinha visto alguns buracos de 1 ou 2 milímetros, falta de acabamento do empreiteiro, mas não poderia ser o único comentário da obra. Bom, acho que essa amiga não estava em seus melhores dias e acabou fazendo esse comentário. Ela continua sendo minha amiga e agora gosta muito do apartamento. Ah, os buracos continuam aqui e não me causam nenhum trantorno.

Mas porque conto esta história, porque o comentário do buraco do rodapé, que é um fato, parece um pouco de como a nossa imprensa vem se portando. Ela encontra um pequeno detalhe, um fato, em alguma notícia e acaba destacando apenas esse detalhe e deixando a grande obra de lado, ou melhor, para o final do texto.

Resolvi contar esta história depois de ler a postagem: Choque de impressão, no blogue do Gadelha sobre a forma que a nossa imprensa tem descrito e escolhido os fatos. Também vale a leitura no blogue do Nassif da postagem: A mídia e os direitos fundamentais.

Para vender jornal, se a obra do meu apartamento fosse matéria, a manchete seria mais ou menos assim:
Depois de seis meses e gastos astronômicos, o que se vê são buracos no rodapé