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quarta-feira, 7 de março de 2007

Cidade de Deus - Praça XV

Tenho uma faxineira quinzenal que mora na favela do Rio das Pedras. Aquela que teve um incêndio ano passado. Ela foi uma das que perdeu tudo.

Disse-me que o local do incêndio já está quase todo construído, mas pelos comerciantes da favela. Ela, que perdeu sua casa, passou a pagar aluguel para um outro "empresário" da comunidade.

Disse que além disso paga uma taxa de luz sem nunca ter visto uma conta. Também paga a TV à cabo, pois sem o cabo não há sinal de nenhum canal.

Bom, mas o que realmente está pegando é o transporte. Para chegar em Copacabana existe apenas uma linha, a 750 da Transporte Futuro Ltda e Redentor. O problema é que o horário deste ônibus é das 05:00 às 07:30, saindo de 30 em 30 minutos. O que acontece é que o ônibus sai completamente lotado e os usuários têm de sair muito cedo. Quem não consegue acaba pegando uma van, que custa R$ 4,00, o dobro do preço do ônibus.

Liguei para a empresa e fiz uma reclamação formal do horário, dizendo que ninguém deve ficar condicionado a um horário específico para se locomover. As linhas urbanas devem ser regulares, é assim em quase todas.

Também disse para a Nice, este é o nome dela, que junte mais pessoas e liguem para a empresa, pois se ninguém reclamar eles fingem que não existe nenhum problema.

O revoltante desta história é que o pobre sempre paga mais caro. A prefeitura finge que não há problema porque quem está ganhando com isso é a máfia das vans. E o pobre paga o pato.

O telefone da empresa Transporte Futuro e Viação Redentor para reclamações é: 2445 0004, não consegui acessar o site.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

O bloco do Bip

Passei o carnaval distante, na serra, curtindo meu filho e amigos. Porém, para não deixar em branco fui ao bloco do Bip-Bip, que saiu exatamente às 00:01 de sábado. O bom mesmo é o aquecimento, forma-se uma roda e os mais belos sambas são cantados, depois todos dão a volta na quadra.Este ano o bloco estava mais cheio, aliás vem crescendo a cada ano, mesmo assim a freqüência continua boa e não tem confusão. Qualquer coisa, o Alfredinho bota ordem no bloco.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

A feijoada do "Osbar"

Bom, voltando as boas coisas da vida, elas existem!!!

Sábado foi um dia bastante interessante. Começou pela manhã, com um bloco de carnaval da escola do meu filho. Um animado bloco, com carro de som, bateria formada pelos meninos do morro Dona Marta. Muito bem freqüentado, encontrei vários amigos com seus respectivos filhos, que moram pela adjacências. Um belo sambinha, além das marchinhas clássicas. Nada daqueles vendedores de bebida, que hoje competem em número com os folióes dos blocos cariocas. Tudo na mais santa paz e alegria. O dia estava lindo, e quente também.

Depois do bloco, parti para a Cinelândia, para o OsBar, tinha combinado com alguns amigos de provar a feijoada. Parece maluquice comer uma feijoada neste calor, mas para amenizar o clima, várias loiras bem geladas. Aliás, este é uma tema a parte, pois há tempo tenho problemas com cervejas, tomo umas duas ou três e depois passo mal. O Osmar, dono do boteco, me recomendou tomar a Itaipava, disse que é mais bem feita que as da AnBev. Dito e feito. Tomei várias e não tive o menor problema com ressacas.

Com os amigos foi um papo ótimo, falamos sobre fotografia e coisas mais amenas. Evitou-se tocar no assunto das postagens abaixo. Um casal que está morando em Santarém - PA, é sempre interessante conhecer e saber o que acontece por lugares distantes, disseram que o clima anda mudando por lá, muita plantação de soja e muito desmatamento. Também teve uma figura que estava por lá, um Norueguês, aposentado, que costuma vir ao Brasil passar uns dias, fica hospedado ali na Cinelândia mesmo e adora estes botecos, disse-me como se chamava o bacalhau em norueguês, afinal ele vem de lá, mas esqueci. Uma peça o gringo.

Bom, sobre a feijoada... O que falar... É deliciosa e muito leve. Fechamos o boteco no final do dia. Foi um ótimo programa!!!

Faça a sua parte

No final do ano passado eu estive no Sertão de Pernambuco fotografando, pela segunda vez, uma ação social e teve um fato que me chamou a atenção em relação ao ano anterior. Foi colocado um brinquedo, este da foto, no pátio de uma escola. As crianças estavam muito mais felizes que no ano anterior. Entendi que criança tem uma única obrigação, a de brincar e se divertir.

Nossos filhos tem acesso a muitas facilidades, coisas que antes não tínhamos, tudo é lúdico e fazemos o possível para dar muito amor a elas. As cobranças começam bem depois. até os 5, 6, 7 anos elas devem apenas se divertir.

Infelizmente muitas crianças não têm este tratamento, não têm possibilidade de brincar, crescem escutando berros, vivenciando violência dentro de casa, alguns sendo espancados por nada, outros que nem casa tem, não conhecem o pai e têm raros, raríssimos momentos de felicidade. E estas mesmas crianças também crescem, viram adolescentes, adultos. Não têm nenhum referencial do que é certo ou errado e encontram nas drogas um consolo ou fuga, depois começam a cometer pequenos delitos e a coisa só tende a piorar.

O fato que hoje está dominando nosso país, do menino João Hélio, tem mostrado que nossa sociedade está indignada com o que aconteceu. E é chocante, prefiro nem falar sobre o assunto, não quero saber dos detalhes, mas sinto que há uma vontade de vingança, de resolver um problema com uma solução simples, rápida. Diminuindo a idade penal, aumentando a pena, alguns até pensam na pena de morte. Acredito que a lei deve ser atualizada, revista e assim deve ser sempre, para isso temos juristas e autoridades. Se são eficientes ou não é outro problema, são os que temos.

Mas, alguém está preocupado em não criar monstrinhos no futuro?

Muitas crianças estão crescendo da mesma forma que estes delinqüentes cresceram. É triste, mas não se fala como começou tudo isso. O mais fácil é punir, enfia-los nas cadeias, que apodreçam e morram por lá. Mas um dia a coisa explode, nasce uma nova facção criminosa e acabam invadindo as ruas, promovendo uma barbárie. Então ficamos todos acuados, reféns, indignados, culpamos as autoridades e assim vamos "resolvendo" nossos problemas, passando a culpa para o outro.

Resolver este problema de uma hora para outra é uma grande ilusão, não há solução a curto ou médio prazo. Mas podemos fazer pequenas coisas. Por exemplo, explicar para nossos filhos que eles não precisam ter um armário cheio de brinquedos, que aqueles brinquedos que só estão fazendo volume no quarto podem fazer outras crianças felizes e assim, ensina-los a compartilhar. Façamos pequenos atos em favor dos outros. Coisas simples, ninguém tem obrigação de mudar o mundo, é cada um fazendo um pouquinho.

Gritar e ficar indignado com este absurdo não vai mudar nada, apenas os jornais vão aumentar as vendas. Eles adoram tragédias. Tragédia é o que mais vende, e quanto mais vender mais notícias e desdobramentos serão publicados, até surgir outro fato.

Se quiser fazer algo verdadeiro, faça o bem. Faça algo que você não faz todo dia, doe um brinquedo a quem não tem, sorria para uma criança de rua. Faça a sua parte e incentive, sem obrigar, o outro a fazer também. Não precisa gastar dinheiro, tão pouco espere ser reconhecido por isso, mas faça a sua parte.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Os"Bar"

Na minha ida para Santa Tereza passei para cumprimentar um amigo, o Osmar, que há pouco se tornou proprietário de um boteco na Senador Dantas.

Já saí de casa com o intuito de almoçar lá, pois o conheci em algumas noites culinárias na casa da Fernanda, amiga que trabalha num famoso restaurante japonês. O Osmar, gaúcho, é um cozinheiro de mão cheia. Nestas noites culinárias provamos algumas especialidades, como uma polenta com gorgonzola, que ainda não esqueci.

Bom, eu queria muito experimentar a comida de lá, se tem algo bom da vida é poder comer num balcão de butequim. Pedi um frango ensopado, veio acompanhado de arroz, salada e feijão. Ah, feijão de boteco... É muito bom. Almocei tranqüilamente. Perguntei sobre o nome do bar, já que não tinha letreiro, ele me disse que depois de uma pesquisa feita com os freqüentadores chegou-se a conclusão que o "buteco" deve se chamar OSBAR. Em breve ele vai colocar o novo letreiro e está arrumando o bar aos poucos, mas sem tirar a característica de "butiquim". Disse que está procurando alguns objetos antigos de boteco para decorar.

Ele também abre aos sábados, dia de feijoada. Portanto neste sábado estarei provando a feijoada do OS"BAR". Quem quiser provar da digna e boa cozinha deste "buteco" o endereço é: Rua Senador Dantas 75, naquela rua que sobe para a estação do bondinho, em frente ao Banco do Brasil.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

A esperteza que espanta os turistas

Hoje fui visitar um amigo em Santa Tereza, bairro peculiar do Rio de Janeiro, e peguei o bondinho. É uma viagem interessante, parece que voltamos no tempo. Tinha acabado de almoçar num boteco de outro amigo, comida de "butequim" mesmo, que falarei melhor na próxima postagem.

Bom, estava na fila do bonde quando uma família de chilenos estava confusa com as informações que tinham sobre o percurso do bonde. Me prontifiquei a ajudá-los, já que falo o espanhol e disse quais eram os trajetos do bonde. Começamos a conversar e contaram que tinham passado uma semana em Búzios e hoje era o penúltimo dia da viagem.

Já tinham vindo ao Brasil em outras ocasiões, para Santa Catarina, e tinham ótimas lembranças. Porém desta vez, aqui no Rio de Janeiro, não tiveram a mesma sorte. Contou-me Ariel, assim se chama o pai da família chilena, que por diversas vezes, nos restaurantes de Búzios, tentaram cobrar umas bebidas a mais, erraram nas contas, sempre para cima, que os táxis no Rio aumentavam o percurso e outro, que quando ligava o limpa-para brisas, o taxímetro acelerava o marcador do preço.

Claro que não é nenhuma novidade, mas realmente não escuto nenhuma ação para proteger os turistas dos bandalhas e dos espertos. Resultado, ficaram com uma imagem ruim do nosso estado e vão passar isso adiante, lógico. É uma pena, pois é a típica esperteza burra, o esperto ganha uns trocados a mais do turista, mas este não volta mais e comenta com os amigos as coisas ruins que aconteceram. Resultado, menos gente vem para cá.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Feira de São Cristóvão, agora tem que pagar!!

A feira, também conhecida como "feira dos paraíbas", é um ótimo programa. É um mercado popular, com todas as quitutes e produtos das regiões Norte e Nordeste, um espaço democrático com vários shows de música e durante o fim de semana funciona sem parar. É um espetáculo. Vale para turistas, cariocas, para quem quer ver um pedaço do Brasil real e também é o ponto de diversão de muitos nordestinos e nortistas que moram no Rio de Janeiro. Lugar de encontro de muitos porteiros, garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha, entre outras nobres profissões.

Antes a feira era no lado de fora do Pavilhão, depois de muitos anos de conversa fiada o Pavilhão foi reformado e finalmente a feira passou para o lado de dentro, com banheiros e um pouco mais organizada. Claro que há pessoas que preferem a feira como era antigamente, mas o fato é que ficou melhor e ainda tem um estacionamento.

A feira é, como disse antes, um mercado popular e esta postagem é para falar de algo que descobri este fim de semana. Meu pai costuma ir até lá para comprar castanhas de cajú e me disse que agora tem que pagar para entrar na feira. Tudo bem, custa R$ 1,00, mas não é um mercado popular?? Um "shopping" do povo, um lugar que que todos vão para se divertir e consumir, seja comida, produtos, artesanatos, bebidas e etc... Não consigo acreditar que estão cobrando para entrar na Feira de São Cristóvão.

Imagine o trabalhador que resolve levar a família para almoçar na feira, já tem que desembolsar uma grana para entrar, fora o estacionamento que custa R$ 5,00 mais o que vai consumir lá dentro.

Se é assim, porque não cobram para entrar em shopping centers, pois são lugares que tem restaurantes, lojas, exposições, eventos, cinema, etc...

A feira é administrada pela Prefeitura da cidade!!!!!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Morro da Conceição

As vezes fico com raiva das minhas limitações para escrever, pois não exercitei a mais simples forma de expressão, a escrita. Por isso peço desculpas por este relato sem muitos detalhes, mas vamos lá.
Tem certos acontecimentos nesta cidade que você só chega se merecer. Neste sábado teve os Escravos da Mauá no Morro da Conceição. Nada de especial, mas tão sensacional... O ambiente no Morro da Conceição é único, com seus botecos originais, a gentileza dos moradores e o samba gostoso dos Escravos. Como o tempo estava meio duvidoso, o som foi acústico, ótimo!!! Tudo na mais santa paz.
Boa compania também é o ingrediente básico deste encontro. Fui com uma grande amiga e mais um casal que não via há muito tempo. Foi a segunda vez que subi a ladeira, e a vontade é de conseguir uma casa e viver lá. Ano que vem tem mais.