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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A nova era já existe

Quando estava montando o documentário "A Grande Partida: Anos de Chumbo", fiquei fascinado por um depoimento. Chamei o autor do livro homônimo e produtor do filme, Francisco Soriano, e disse que o filme teria este tom, que essa era a mensagem que melhor representava a luta de todos os que combateram a ditadura. Era este depoimento do Marcos Arruda:

Hoje tive a grata surpresa de uma postagem no blog Nas Retinas, de Emerson Luiz, que enfatiza a força que a bloguesfera tem como ferramenta para um novo mundo que está se formando. O link da postagem é:
Aproveito este espaço, que pouco cuido, para levar adiante esta mensagem.
Obrigado!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Grande Partida: Anos de Chumbo


Documentário, 59', Rio de Janeiro, 2008 - (trailer: 4 min)

Relatos comoventes, antes silenciados pelos traumas do regime, que nos passam informações preciosas sobre os últimos 50 anos de história do Brasil. Também uma renovação de esperança na construção de uma sociedade menos desigual e mais humana.
produzido por: Francisco Soriano
roteiro, direção e edição: Peter Cordenonsi
produção e pesquisa: Vera Moderno
fotografia e câmera: Tiago Scorza
som direto: Thiago Sobral

terça-feira, 3 de abril de 2007

25 anos da Guerra das Malvinas

Em 1982 fui morar na Argentina, em Buenos Aires. Eu tinha 14 anos, estudava perto de casa e ia caminhando para o colégio (Instituto Grand Bourg). Ainda não dominava o idioma, pois estava há três meses por lá. Na caminhada para a escola sempre encontrava uns colegas e formava-se um grupo de uma meia dúzia de estudantes, todos devidamente uniformizados de paletó e gravata.

Num belo dia, 2 de abril, nesta caminhada para o colégio, começaram a falar de uma tal de Malvinas. Eu não tinha a mais pálida idéia de quem era essa tal Malvinas que de uma hora para outra tornou-se tema nacional.
Alguns dias depois, já sabendo do que se tratava, que "Las Malvinas son Argentinas", começa uma explosão de nacionalismo impressionante. Um colega meu, que tinha repetido alguns anos e tinha 17 anos queria de qualquer forma juntar-se as tropas que estavam indo brigar naquelas ilhas perdidas no extremo sul do país. Uma professora, meio carola, exigiu que todos os alunos colocassem em suas varandas ou janelas dos apartamentos uma bandeira da Argentina. Lembro-me quando ela cobrou e mandou, aos que não tivessem colocado a bandeira, que ficassem de pé e se explicassem. Claro que eu e mais dois brasileiros nos levantamos e, diplomaticamente, dissemos que não era uma guerra nossa, apoiávamos a posição argentina e tentaríamos conseguir uma bandeira brasileira para colocar na janela, naquela época não era tão fácil conseguir uma. E se não déssemos uma resposta parecida seríamos mal tratados.
Foi uma loucura, o país inteiro vestiu a camisa da guerra, alunos de escolas inglesas ou americanas eram espancados na rua por estudantes de outras escolas, foi proibido tocar músicas de língua inglesa nas radios, as TVs constantemente colocavam propagandas do que fazer em caso de ataque bélico em Buenos Aires. Diziam: se tocar o alarme refugiem-se em abrigos subterrâneos, garagens e estações de metrô. Notícias de que as forças argentinas tinham derrubado 15 aviões, afundado 4 navios ingleses e perderam apenas 2 ou 3 aviões eram comuns. Tipo plantão da Globo, eram constantes com estes tipos de informações. Era a mídia colocando pânico e enaltecendo o nacionalismo na população.

Como recebíamos em casa jornais do Brasil, era até cômica a comparação dos números apresentados pelos argentinos e os números dos ingleses. Enfim, com o passar das semanas, ficava claro que a Argentina não tinha a menor chance naquela guerra estúpida e a verdade veio à tona. O General Galtieri, que presidia o país precisava de alguma notícia de impacto para desviar a atenção do óbvio, que a Argentina estava perto de quebrar economicamente e a mesma população que o idolatrou em abril queria sua cabeça em junho.
Depois vieram os tristes relatos daquela guerra imbecil. Hoje recebi um relato de um grande amigo e hermano argentino, Patricio Resi, vulgo Pato e mais conhecido como "Don Resi" e que reproduzo neste espaço, em Castellano mesmo.

Respecto a Malvinas, es realmente un tema muy triste.

Esto de cumplir 25 años, hizo que el tema se tome con más de trascendencia que en otras oportunidades.

Hay videos inéditos de la época, datos e información que nunca salieron a la luz.
Es terrible pensar en la situación de esos pibes, que fueron a pelear contra un ejercito profesional como el inglés. Sin dudas, Galtieri y sus secuaces, pensaron que Londres iba a negociar, tomando en cuenta la relación argentina con los yanquies (Reegan y Galtieri habían acordado entrenar marines en Argentina para la guerra de EEUU en El Salvador y Nicaragua). Fueron muy ingenuos, Reegan los mandó a la mierda por pelotudos, Teacher mandó sus gurkas y en dos meses se acabó la guerra.

Para resumir, te cuento un par de datos.

Ayer ví un documental con unos ex-combatientes argentinos que fueron a Malvinas para poner una placa a sus compañeros muertos. Muy emocionados (nunca habían vuelto), recorrieron trincheras y lugares que quedaron intáctos, perdidos en el tiempo. No te puedo contar cuando vieron un montoón de zapatillas amontonadas en un pozo. Eran zapatillas Flecha (no se si las recordas). Los ex-combatientes contaron que ese era el calzado que tenían. Cualquier soldado del mundo usa botas, para andar por la tierra, saltando, corriendo, etc. Es como que quieras escalar el Aconcagua con unas Raider. Una locura, por el frío que hace por allí y por la suela que patina como la puta madre.

Otra de las situaciones terribles que pasaron eran por las noches. Los ingleses tenían anteojos con visión infrarroja, veian todo sin ser vistos. Los argentinos iluminaban con linterna a pila. Te podes imaginar, prendias la linterna y te cagaban a tiros.

De terror.

Bom, minha opinião sobre tudo isso é que: as Malvinas são Argentinas, a guerra é estúpida e militares não devem governar um país.

segunda-feira, 26 de março de 2007

O buraco em baixo do rodapé

Dois anos atrás, depois de uma separação, mudei de apartamento e resolvi morar num conjugado 5 vezes menor do apartamento que morava antes. Resolvi fazer uma obra para deixá-lo mais confortável e chamei um arquiteto amigo meu.

Foi uma obra radical, pois o arquiteto resolveu mudar a geografia do conjugado, criando um conceito baseado na única entrada de luz do imóvel, portanto tudo foi abaixo. Depois de seis meses dei a obra como concluída, pois segundo este mesmo arquiteto, obra não se termina, se abandona.

Fiquei muito feliz com o resultado, principalmente pelo conceito desenvolvido, estou contente de morar aqui e não tenho a menor vontade de mudar-me para um lugar maior. Bom, vamos a história do buraco do rodapé.

Uma amiga minha veio visitar o apartamento no término da obra. Ela entrou, olhou para um lado, olhou para o outro, para cima, para baixo e disse: "têm uns buracos entre o piso e o rodapé". ??? !!! Ela não é da área de construção civil nem decoradora, mas o comentário me chamou a atenção.

Eu esperava um elogio pela obra ou pelo conceito, mas ela simplesmente achou um defeito. Confesso que também tinha visto alguns buracos de 1 ou 2 milímetros, falta de acabamento do empreiteiro, mas não poderia ser o único comentário da obra. Bom, acho que essa amiga não estava em seus melhores dias e acabou fazendo esse comentário. Ela continua sendo minha amiga e agora gosta muito do apartamento. Ah, os buracos continuam aqui e não me causam nenhum trantorno.

Mas porque conto esta história? Porque o comentário do buraco do rodapé, que é um fato, parece um pouco de como a nossa imprensa vem se portando. Ela encontra um pequeno detalhe, um fato, em alguma notícia e acaba destacando apenas esse detalhe e deixando a grande obra de lado, ou melhor, para o final do texto.

Resolvi contar esta história depois de ler a postagem: Choque de impressão, no blogue do Gadelha sobre a forma que a nossa imprensa tem descrito e escolhido os fatos. Também vale a leitura no blogue do Nassif da postagem: A mídia e os direitos fundamentais.

Para vender jornal, se a obra do meu apartamento fosse matéria, a manchete seria mais ou menos assim:
Depois de seis meses e gastos astronômicos, o que se vê são buracos no rodapé

* Postado originalmente em 12 de novembro de 2006

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

E o ano começou...

O horário de verão acabou, o calor chegou e o ano começou.

É falta de assunto mesmo, pois os assuntos que estão no ar não são os melhores. Mas hoje li um artigo do Xico Vargas, no No Mínimo, sobre as milícias no Rio de Janeiro.

A análise dele é muito interessante, já que temos a tendência de achar que as milícias estão apenas nas favelas. Não é verdade, elas estão em vários lugares. São os seguranças nas ruas, perto das lojas, serviços de manobristas dos restaurantes chiques, chancelas em ruas de bairros nobres entre outras.

Vale ler o artigo "Hipocrisia não vale".

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Carnaval

Caros leitores, o ficarei fora durante o período carnavalesco, mas devo participar do bloco que abre oficialmente o carnaval carioca, o Bip Bip, que deve sair no sábado às 00:01.

Um ótimo carnaval a todos!!!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Blog ou Blogue

Vejo que quase todos usam a palavra do inglês, "Blog".

Eu optei por chamar de blogue, já que eu blogo, tu blogas, ele bloga, nós blogamos, vós blogais e eles blogam. Somos chamados de blogueiros e o verbo é blogar. Não sei se já está atualizado no Aurélio.

Portanto, caros colegas blogueiros e leitores, vou continuar chamando de blogue.

Há certos termos que já foram incorporados na nossa cultura, como internet (rede internacional), e-mail (correio eletrônico) e não há mal nenhum nisso, mas acredito que o blogue, por se tornar tão popular, pode ser "abrasileirado".

Continuarei chamando blogue de blogue e aceitando o termo original, blog.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Mudança de Nome


"A bigorna dura mais que o martelo"

Caros leitores deste blogue. Informo que o nome muda para "A Bigorna".

Quando o blogue nasceu havia uma total falta de criatividade do autor para criar um nome.

Meu filho fala muito em bigornas, acha engraçado.

Me pareceu um nome interessante, bigorna é uma ferramenta pesada, construída em ferro maciço com duas pontas e é usada para moldar ferramentas aquecidas. Pesquisando, descobri um blog com o nome de "Bigorna", mas este se chamará: "La Bigorna".

O que isso quer dizer para o mundo do blogue? Eu ainda não sei. Mas já estava na hora de mudar o nome deste blogue.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Mais "Bom 2007"

Continuando a seqüência de boas mensagens para o próximo ano, vou reproduzir na íntegra o texto do Ricardo kotscho, como não o conheço usarei do direito de blogueiro de repetir um texto indicando a fonte.

Se...

Se, ao sairmos com o nosso carro a cada manhã, deixássemos de ver nos outros motoristas um inimigo a ser abatido e nos perguntássemos para que mesmo estamos correndo tanto...

... se, ao ouvirmos o drama de um amigo ou parente desempregado, abríssemos a nossa agenda para, de alguma forma, tentar ajudá-lo na busca de um trabalho, em lugar de apenas nos juntarmos a ele nas queixas contra o governo, o mundo e o destino...

... se a gente fosse capaz de prestar mais atenção e dar valor ao sorriso inocente de uma neta, ao invés de perder tanto tempo lendo jornais e abrindo a internet...

... se os meus amigos do governo deixassem de se preocupar tanto em criticar a imprensa e os meus colegas de imprensa deixassem de se comportar como se fossem os eleitos de um contrapoder...

... se as pessoas se preocupassem menos em ganhar prestígio, dinheiro e poder, e mais em cuidar bem de seus amores e amizades, a começar por elas próprias...

... se formos capazes de tratar nossos subordinados como se fossem nossos superiores e vice-versa...

... se um dia nos dermos conta de que fazer cara feia não resolve nada e falar mais alto do que os outros para mostrar que estamos com a razão é apenas ridículo...

... se deixarmos de ver um gesto de solidariedade como coisa de trouxa e formos capazes de achar até bom se alguém nos chamar de bobos, e não de safados...

... se nós repórteres e colunistas nos preocuparmos menos com as futricas da política dos gabinetes oficiais e dos castelos das celebridades, e sairmos mais às ruas para ver o que está acontecendo na vida real das pessoas comuns que habitam as nossas cidades e o nosso país...

... se falar bom dia, dizer obrigado e pedir por favor não for mais considerado perda de tempo de gente muito antiga...

... se nos der mais prazer elogiar do que criticar o trabalho dos outros...

... se os administradores das nossas cidades tiverem por elas a mesma paixão e zelo daqueles que fizeram de Rio Branco, no Acre, um dos melhores lugares do país, onde dá prazer de se andar pelas ruas, flanando sem medo ...

... se nós que vivemos de contar histórias descobrirmos que a arte de ver e ouvir antecede a de falar e escrever...

... se os eleitos para fazer oposição dedicassem um pouco do seu tempo a pensar em soluções e projetos viáveis para o país em vez de se preocuparem apenas em detonar o governo de plantão...

... se os Jim Jones da imprensa brasileira deixassem de se comunicar com o mundo sem sair das suas salas com ar condicionado e por apenas alguns dias viajassem pelo país ao invés de embarcar em mais um vôo internacional...

... se os ex em geral fossem cuidar de suas vidas ao invés de ficar azucrinando a vida de quem partiu ou ficou em seu lugar...

... se todo mundo se preocupasse menos com o que os outros pensam e fazem ou deixam de fazer, e dedicasse todo seu tempo e esforço a cuidar do próprio rabo...

... quem sabe, talvez, a gente pudesse mesmo fazer aos leitores deste NoMínimo os melhores votos para 2007 com um único desejo: divirtam-se!


Autor: Ricardo Kotscho - No Mínimo (25-12-2006)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Que venha 2007

Recebi duas mensagens. A primeira de uma grande amiga e a segunda do meu irmão de coração.
Resolvi repassa-las, pois os meus desejos são esses.

A 1ª:
que venha 2007! que venha cheio de graça, com festa na praça, com força de raça! que venha repleto de luz, com brilhos refletidos por quem o conduz! que venha transbordando criatividade, consolidando amizades, encorajando solidariedade! que venha disponível para a nossa disposição! beijo em cada um de vocês e um abraço bem apertado com ((( ((( bons fluidos ))) )))

A 2ª:


E menos desigualdade daqui para frente

Beijão!!!

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Aniversário

Hoje este blogue está fazendo uma semana de vida. Estou gostando.

Este mundo é fascinante, estou surfando cada vez mais por estas ondas. Já conheci alguns novos amigos blogueiros, o Paulo Thiago do Pindorama, o Nivaldo do Coió, a Julia do Comida fácil e feliz e por aí vai. Já são 45 leitores de 12 países. Uauuuu!!!

Viva o mundo blogueiro!!!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Colaborador

Em breve teremos neste blogue os textos de Ricardo Gomes. Amigo de longa data, professor de Relações Internacionais, grande conhecedor da história política brasileira e dos Estados Unidos. Uma grande figura que fará este blogue ficar mais rico em conteúdo.

Também gostaria de tratar aqui temas como a política internacional brasileira, mais dirigida ao Mercosul e a Argentina em especial. Em breve.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Primeira Postagem

Há algum tempo venho visitando blogues e me parece um universo fascinante onde o escritor mostra suas preferências, sua arte e quem é.

Este blogue será um jornal pessoal, onde vou colocar as notícias que acho relevante, dicas, relatar fatos, fazer pontes com outros lugares e pessoas, colocar fotos e filmes. Em fim, relatos...

Não é fácil escrever, mas é melhor expressar-se do que se calar.

Esta é uma foto tirada da única janela do meu apartamento, era uma noite de lua cheia.

Espero que gostem do blogue!!!